Após três horas entre corpos singulares , dei por mim a interrogar-me, o será uma muralha?
São de pedra ou de preconceito, com um travo a ignorância ou então défice mentalidade?ou será que anda tudo interligado. Por vezes, o próprio ser humano é sua própria muralha ,por ser difícil de se transpor a si mesmo, no entanto, pode acontecer um revés.
Subitamente senti um nó no estômago que me causou uma agradável sensação de bem-estar e conforto que me ajudou-me a ultrapassar as dificuldades, Os corpos foram obedecendo aos gestos, às ordens surdas dançando em momentos de harmonia, de extrema simplicidade provocado um momento de rara beleza de movimento e cumplicidade.
Corpos por vezes desfragmentados.
Chegamos ao cimo da muralha , ultrapassando juntos a barreira da língua, por uma arte de dançar como linguagem universal, sem muralhas, sem limites, sem linguagem verbal.
As muralhas somos nós que as construímos.
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