quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

muralha

Após três horas entre corpos singulares , dei por mim a interrogar-me, o será uma muralha?

São de pedra ou de preconceito, com um travo a ignorância ou então défice mentalidade?ou será que anda tudo interligado. Por vezes, o próprio ser humano é sua própria muralha ,por ser difícil de se transpor a si mesmo, no entanto, pode acontecer um revés.

Subitamente senti um nó no estômago que me causou uma agradável sensação de bem-estar e conforto que me ajudou-me a ultrapassar  as dificuldades, Os corpos foram obedecendo aos gestos, às ordens surdas dançando em momentos de harmonia, de extrema simplicidade provocado um momento de rara beleza de movimento e cumplicidade.

Corpos por vezes desfragmentados.

Chegamos ao cimo da muralha , ultrapassando juntos  a barreira da língua,  por uma arte de dançar como linguagem universal, sem muralhas, sem limites, sem linguagem verbal.

As muralhas somos nós que as construímos.






Sem comentários:

Enviar um comentário